Angola lança calendário de atividades para o centenário de Fidel Castro

Luanda, 29 de janeiro (Prensa Latina) O Instituto Médico Comandante Fidel Castro, em Luanda, lançou hoje seu calendário de atividades para comemorar o centenário do líder histórico da Revolução Cubana, que dá nome à instituição de ensino.

O embaixador da nação caribenha, Oscar León González, e a embaixadora da Venezuela, Belén Orsini, presidiram o evento, que contou com a presença de membros de ambas as missões diplomáticas, alunos e professores do instituto, e membros da comunidade, entre outros.

O encontro dedicou espaço não apenas à comemoração da vida e obra de Fidel Castro, mas também serviu como plataforma para condenar o ataque dos Estados Unidos à Venezuela em 3 de janeiro, repudiar o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa e expressar solidariedade aos povos dessas nações latino-americanas.

O fundador do Instituto, António Manuel Pacavira, descreveu as ações de Washington como um crime e um ato de banditismo, e prestou homenagem aos 32 cubanos que morreram defendendo a soberania da nação sul-americana, "que é também defender a Grande Pátria e a Humanidade", afirmou.

Ele também fez alusão aos ideais internacionalistas de Fidel Castro e ao seu conceito de solidariedade, que o tornaram um grande amigo dos povos africanos, em particular de Angola.

O legado do líder cubano reside na contribuição da nação caribenha para a independência de Angola, a preservação de sua soberania e integridade territorial e a formação de milhares de jovens em diversas áreas, afirmou o promotor, que faz parte do grupo que estudou na ilha.

A embaixadora venezuelana destacou a celebração do centenário de Fidel Castro, que pertence não só a Cuba, mas também à Venezuela e ao mundo, e recordou os laços estreitos de amizade entre os povos dos dois países, que têm raízes históricas.

Ela expressou gratidão pelo apoio de Angola após o ataque dos EUA, demonstrado em fóruns como o promovido pelo Instituto e por meio de organizações como a Liga Angolana de Amizade, Solidariedade e Paz e o Comitê Angolano de Solidariedade com a Venezuela Bolivariana.

Ela também se referiu ao recém-criado capítulo angolano do movimento "Queremos Eles de Volta", que exige a libertação do presidente Maduro e de sua esposa.

O embaixador cubano, por sua vez, agradeceu a presença de todos e enfatizou que a celebração do centenário de Fidel Castro não é mera formalidade ou idealização de uma figura, mas representa a convicção de lutar por esse mundo melhor do qual falou.

Rejeitar a ameaça e o uso da força, o desrespeito à soberania das nações e as sanções unilaterais contra povos — esse é o verdadeiro significado da homenagem ao líder da Revolução Cubana, afirmou.

Ele recordou a amizade entre o estadista cubano e os líderes angolanos, bem como suas visitas a Angola em 1977 e 1986, eventos que farão parte das comemorações. Elogiou também a existência do Instituto Médio de Saúde, um centro que personifica os ideais de Fidel Castro, nome que devem honrar promovendo os valores por ele defendidos.

Os alunos do centro acompanharam as atividades do dia com apresentações, canções e cartas dirigidas às autoridades e famílias cubanas e venezuelanas, como demonstração de solidariedade diante da agressão de 3 de janeiro.

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