Angola rejeita inclusão de Cuba na lista de países terroristas

A Associação dos Ex-Estudantes angolanos em Cuba, Caimaneros, rejeitou hoje o bloqueio económico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra a nação caribenha e a sua inclusão na lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo.

Durante a cerimónia de tomada de posse dos novos dirigentes dos órgãos sociais da organização, o novo presidente da Mesa da Assembleia, Nelson Pereira de Sousa, levantou a voz em nome dos associados porque “não é possível permitir que prevaleça a mentira”.

“Tenho ciência de que somos uma Associação, apolítica e apartidária, entretanto, não podemos estar indiferentes com a injustiça e solidariedade entre os povos. Falo precisamente do Embargo económico e a não exclusão de Cuba na lista de países que patrocinam o terrorismo. Isto sim, é termos vergonha da verdade e deixar que a mentira mate silenciosamente o povo irmão e heroico Cubano”.

A cerimónia de tomada de posse decorreu no Auditório do Arquivo Nacional de Angola e contou com a presença do conselheiro de Imprensa e Cultura da Embaixada de Cuba, Jorge Trujillo, e do terceiro secretário, Maribys Pérez.

Estiveram também presentes o secretário-geral da Associação de Amizade Angola-Cuba, Fernando Jaime, representantes de outras organizações aliadas, do governo da província de Luanda e uma representação de associados, incluindo alguns de diferentes províncias.

Os Caimaneros têm delegações em todas as províncias do país e cerca de dois mil membros.

Caracterizada pelo seu trabalho social em prol da sociedade angolana, a Associação tem mantido também a sua solidariedade para com Cuba e o seu povo, expressa em declarações de apoio e em campanhas de doações em diferentes momentos, como a pandemia de Covid-19 e a passagem do Furacão Ian em 2022.

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