Caravana contra o bloqueio de Cuba em solo angolano

Luanda, 27 de Março. A iniciativa internacional de caravanas contra o bloqueio americano de Cuba teve hoje um capítulo em terras angolanas, como testemunho da irmandade forjada em África.

Membros das associações de residentes cubanos aqui, de antigos estudantes angolanos em Cuba e de amizade entre os dois países, lideraram o dia da condenação do cerco económico, financeiro e comercial imposto à ilha há mais de meio século atrás.

A cidade de Kilamba, nos arredores desta capital, foi o cenário do passeio em veículos, adornados com bandeiras cubanas e cartazes alusivos à rejeição quase universal da política de Washington.

Na opinião de Fernando Jaime, um dos participantes, "é muito justo que o mundo inteiro se mobilize a favor de Cuba; se fosse possível, eu pediria manifestações diárias de diferentes tipos, até que o governo dos EUA ponha fim ao bloqueio".

Para os angolanos, estas expressões de solidariedade constituem "uma obrigação moral; Cuba é o sangue do nosso sangue, historicamente falando", disse o professor e jornalista, chefe da Associação de Amizade entre os dois países, à Prensa Latina.

Sem o gesto internacionalista dos cubanos, teria sido difícil para Angola salvaguardar a sua independência nacional em 1975 e a sua integridade territorial face à invasão externa nesses anos", disse ele.

As caravanas que agora ocorrem em várias partes do mundo, disse ele, "são uma reacção lógica, porque os cubanos fizeram muito em favor de outros povos, e não merecem tanta injustiça.

Segundo Agostinho da Costa Narciso, presidente da Associação dos Antigos Estudantes Angolanos em Cuba, os membros dessa organização filantrópica responderam ao apelo em Kilamba porque conhecem em primeira mão as implicações de viver numa nação bloqueada.

O assédio económico, financeiro e comercial de Washington não prejudica apenas os cubanos, disse o jovem advogado.

Todos nós que lá vivemos conhecemos as dificuldades que as famílias enfrentam devido à falta de bens essenciais", disse ele.

Aos olhos do jurista, "o mais doloroso é que esta situação de miséria seja causada pelo capricho de uma potência estrangeira, cujo governo se apresenta como um grande defensor das liberdades e dos direitos humanos".

Joana Fausta Álvaro, licenciada em Contabilidade e Finanças, contou à Prensa Latina experiências semelhantes associadas aos seus 13 anos naquele arquipélago das Caraíbas, onde passou da escola primária para a universidade.

Se não fosse o bloqueio, estimou ela, sectores-chave da economia cubana, entre eles o turismo, floresceriam rapidamente e seria possível resolver diferentes distorções no funcionamento das cadeias produtivas, porque muitas coisas não estão bem, observou ela.

Para nós, resumiu, ser solidário com Cuba não poderia de modo algum ser considerado como um facto casual, "responde a um sentimento de justiça e de dever".

(Prensa Latina)

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