A Joe Biden, Presidente dos EUA,
O povo cubano marchou de forma maciça a 20 de dezembro 2024 contra o bloqueio e a inclusão de Cuba na lista de estados que supostamente patrocinam o terrorismo.
Mais de 500 mil cubanos e cubanas se manifestaram frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana para exigir o levantamento do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelo governo dos Estados Unidos, assim como a retirada da Ilha da arbitrária lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo.
As medidas unilaterais e extraterritoriais impostas por Washington a Cuba afetaram sensivelmente a economia cubana num contexto de instabilidade internacional e dos efeitos de desastre incontornável gerados por mudanças climáticas, que impactam mais fortemente os pequenos Estados insulares.
Esta política punitiva dos EUA sobre Cuba incide negativamente na qualidade de vida e na felicidade dos cubanos e das cubanas e limita as condições para o desenvolvimento das crianças e das infraestruturas necessárias à saúde e qualidade de vida de todos. Cuba tem sido palco de inúmeras catástrofes naturais com uma destruição que, neste contexto de um bloqueio económico com mais de 60 anos, não consegue, por si só, reparar.
O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) solidariza-se de há muito com a Revolução cubana e acompanha com muito interesse a vida de mulheres e crianças em Cuba e a sua determinação pela justiça social e igualdade. É um povo e uma organização de Mulheres (FMC) que manifesta permanentemente solidariedade face aos povos oprimidos e colonizados. É um povo e uma organização sempre disponível para melhorar os níveis de saúde e a educação em muitas partes do mundo.
Conhecemos a importante experiência em Portugal em zonas amplamente carenciadas de profissionais de saúde colmatadas por profissionais cubanos, que deixaram marcas muito positivas nas populações portuguesas. A cultura cubana é sempre benvinda ao nosso país e ao nosso território.
Com profunda solidariedade, reconhecemos que a Manifestação do passado 20 de dezembro é uma prova irrefutável de que o povo cubano está unido e determinado a decidir o seu próprio futuro e construir o seu projeto de país sem pressões nem ataques externos.
O MDM e muitas mulheres portuguesas neste fim de ano 2024 e antes do fim do mandato de Joe Biden, voltamos a erguer a nossa voz em prol do direito do povo cubano a desenvolver-se em paz e a viver num estado soberano reconhecido pelas Nações Unidas, e instâncias internacionais como a OMS, a UNICEF, a FAO que têm por várias vezes reconhecido a qualidade dos serviços prestados por Cuba.
A poucos dias de deixar a Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, cumprindo as suas promessas de campanha, tem a autoridade e poder para retirar Cuba da lista de Estados que supostamente patrocinam o terrorismo. Cuba é um garante mundial da paz. Não patrocina o terrorismo e nunca deveria ter estado nessa lista em que foi incluída pelo presidente Donald Trump por motivações puramente políticas, poucos dias antes de finalizar o seu mandato anterior.
Certas de que a nossa voz chegará à Casa Branca, apelamos a Joe Biden que tome a iniciativa de deixar Cuba viver em paz.
O Secretariado Nacional do MDM

