Havana, 15 dez (Prensa Latina) Os deputados cubanos continuarão hoje a análise das leis para o exercício do governo provincial e municipal, e debaterão as respostas às demandas da população e a respeito do presente e futuro da economia nacional.
Para este dia, está prevista uma reunião conjunta dos comitês de Atenção aos Órgãos Locais do Poder Popular e Assuntos Constitucionais e Jurídicos do Parlamento, que preparará os pareceres destes projetos legislativos.
Eles também revisarão as ações de controle sobre a substituição de importações de alimentos por turismo, um dos principais motores e fonte de moeda estrangeira no país.
Tudo isso acontecerá na véspera do início da sexta sessão ordinária da Nona Legislatura da Assembleia Nacional do Poder Popular (ANPP), que acontecerá nos dias 16 e 17 de dezembro, praticamente diante da pandemia da Covid-19.
O impacto nacional e internacional da crise sanitária, juntamente com a intensificação do bloqueio imposto pelos Estados Unidos, é um fator nas análises realizadas pelos legisladores, em particular as consequências para a economia e diversos programas de desenvolvimento.
O vice-primeiro ministro Alejandro Gil anunciou que a economia iniciará um modesto processo de recuperação em 2021, marcado por limitações.
Gil, que também é responsável pela pasta de Economia e Planejamento, disse que as receitas e exportações de divisas crescerão, em comparação com 2020, um ano de muitos obstáculos e diminuições.
Ele citou como exemplo o crescimento projetado da renda proveniente do recebimento de 2,2 milhões de turistas no próximo ano, mas o número permanece bem abaixo do alcançado em 2019, antes da disseminação do coronavírus SARS-CoV-2, que causou a Covid-19.
A este respeito, ele lembrou que o maior das Antilhas esperava até cinco milhões de visitantes estrangeiros no ano que termina.
Ele observou que em 2020 as importações cairão em 30%. Ele disse que a maioria destes serão alimentos e combustíveis, áreas onde a demanda permanece deprimida.
Por sua vez, o presidente da ANPP Esteban Lazo comentou os enormes gastos incorridos para enfrentar a pandemia de Covid-19, bem como para compensar os danos causados pelos fenômenos meteorológicos deste ano.
