Destacam vigência para Cuba das ideias de José Martí sobre a unidade

Luanda, 19 de Maio (Prensa Latina).— A vigência das ideias sobre a unidade expressas pelo Herói Nacional de Cuba, José Martí (1853-1895), foi destacada num evento realizado em Angola por ocasião do 131.º aniversário da sua morte em combate.

A exibição do documentário “Dos Ríos: o enigma”, do realizador cubano Roly Peña, serviu de convite aos participantes para aprofundarem o legado do pensamento de José Martí, o qual consideraram indispensável no momento que está a atravessar a nação caribenha, face às agressões e ameaças dos Estados Unidos.

O embaixador cubano em Angola, Oscar León, em declarações à Prensa Latina, destacou a capacidade de organização de José Martí, que conseguiu unir os veteranos da primeira guerra pela independência de Cuba (1868-1878) e as novas gerações, que se incorporaram à luta através do partido que ele fundou.

“Essa unidade necessária para defender a pátria é, para mim, a melhor lição que Martí nos deixou para momentos como este. Sem dúvida, o que nos trouxe até aqui foi a unidade do povo cubano em defesa da sua soberania, da sua independência, em defesa da Revolução”, afirmou.

Acrescentou que foi também isso o que permitiu aos cubanos sair vitoriosos de todas as armadilhas e agressões por parte dos Estados Unidos, ao longo de quase 70 anos. Referiu que o líder histórico da Revolução, Fidel Castro (1926-2016), foi um continuador dessa unidade e do legado de José Martí, razão pela qual, numa data tão significativa, também é homenageado o estadista cubano, no ano do seu centenário natalício.

O director da empresa Antex Angola, Ernesto Gutiérrez, destacou igualmente, entre os ensinamentos de José Martí, o esforço que ele dedicou para unir cubanos de diferentes tendências e gerações, mas com o objectivo comum de alcançar a independência.

“Devemos cuidar desse legado como uma joia na nossa Cuba actual. Sob o assédio que sofremos por parte dos Estados Unidos, a arma ou a defesa mais poderosa que temos é a unidade. Mesmo que tenhamos diferenças de conceitos em diferentes áreas da vida, defender a unidade e a soberania é a melhor maneira de honrar Martí”, afirmou.

Acrescentou que essa convicção foi recentemente expressa por mais de seis milhões de cubanos através do movimento “A Minha Assinatura pela Pátria”, ao qual também se juntaram os cooperantes em Angola.

Luisa Mateus, membro da Associação de ex-alunos angolanos que estudaram em Cuba, conhecidos como Caimaneros, salientou a importância de as novas gerações conhecerem a obra de José Martí.

Por sua vez, o tenente-coronel Bonifacio Augusto, que também estudou na ilha, realçou a figura do Herói Nacional e o valor do documentário para nos aproximarmos mais do momento histórico da sua morte.

“Para nós, José Martí é um símbolo maior da Revolução Cubana e de todos aqueles que lutam por uma causa justa, porque foi um dos mentores da independência de Cuba, e graças a isso, outros povos, como Angola, receberam a ajuda dos cubanos na defesa, na educação, na saúde e na construção civil”, acrescentou.

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