Os cubanos em Angola completaram um primeiro carregamento de máscaras faciais, seringas descartáveis e outros fornecimentos para ajudar o seu país na luta contra o Covid-19, afirmaram no sábado vários coordenadores da iniciativa.
O carregamento, de quase 600 quilos, partiu a 14 de Agosto para Havana, como resultado das contribuições de muitos compatriotas que vivem e trabalham em diferentes províncias, disse Margarita Arozarena ao Prensa Latina.
Embora a pandemia seja um problema global, "o povo cubano, disse ela, vive uma situação particularmente difícil" devido ao bloqueio económico, financeiro e comercial por parte dos Estados Unidos.
Explicou que está a par de todas as notícias sobre a evolução do contágio na ilha, e que uma das suas irmãs contraiu Covid-19 e pode testemunhar o choque que provoca na família.
Felizmente, ela comentou, a minha irmã tinha apenas manifestações leves da doença, porque já tinha recebido duas doses de uma das vacinas cubanas, agora não sei se era a Soberana ou a Abdala; em todo o caso, foi um grande alívio". Na opinião de outra entrevistada, Nereida Amaral, as dificuldades de Cuba "devem-se mais ao bloqueio dos EUA do que a qualquer outra coisa", uma vez que dificulta a compra de medicamentos, bem como de matérias-primas para a produção nacional, incluindo a indústria farmacêutica.
Nós, explicou ele, não apoiamos qualquer tipo de intervenção humanitária na nossa pátria; isso seria uma agressão externa, uma questão inaceitável".
Aos que estão confusos e aos que se lhe opõem, disse ele, é apropriado recordar-lhes que a maioria dos emigrantes cubanos "estão fora, mas nós permanecemos dentro, porque queremos o melhor para o nosso povo". No meu caso, por exemplo, respondo sempre: "Nunca saí, apenas vivo mais longe", disse ela.
Através de redes sociais, a especialista Sara Varona também prometeu colaborar assim que soubesse das doações; como farmacêutica poderia ajudar na classificação dos produtos a serem enviados por via aérea para Havana, e assim aconteceu.
A nossa nação merece o apoio de todo o mundo porque sempre ajudámos os outros em tempos difíceis", disse ela.
Neste sentido, apreciou as contribuições internacionais para a ilha de vários governos, comunidades cubanas no estrangeiro, organizações de amizade e outras entidades.
Consultado pela Prensa Latina, o cônsul cubano em Angola, Nayma Acosta, confirmou a existência aqui de mais donativos, cuja transferência futura para a nação das Caraíbas dependerá da disponibilidade de transporte, afectada pela pandemia.
(Prensa Latina)
