Eisenhower, Trump e uma medida de 60 anos contra Cuba.

Havana, 17 de janeiro de 2021 (Prensa Latina) Há 60 anos e poucos dias após a entrega do mandato, o então presidente norte-americano Dwight Eisenhower (1953-1961) rompeu relações diplomáticas com Cuba e restringiu viagens à ilha, medida que hoje persiste.

Segundo a pesquisa histórica, o rompimento dos laços bilaterais respondeu a uma escalada das tensões por ameaças, coerção econômica e agressões de Washington aos principais objetivos anunciados por Cuba.

No governo Eisenhower -que viu triunfar a Revolução de 1959- a cota cubana de açúcar para o mercado dos Estados Unidos foi suspensa, as empresas do norte interromperam o fornecimento de petróleo e processamento de petróleo bruto e as exportações foram limitadas, entre outras ações que deterioraram o links.

Nesse contexto, Cuba solicitou aos Estados Unidos que reduzissem a 11 funcionários da embaixada dos Estados Unidos aqui para corresponder ao mesmo número de homólogos caribenhos que foram autorizados a permanecer em Washington.

A resposta dos Estados Unidos foi o rompimento diplomático com a ilha em 3 de janeiro de 1961 e a seguir a restrição, pela primeira vez, das visitas de seus cidadãos à maior das Antilhas.

O governo desse país anunciou em 16 de janeiro que, devido ao rompimento das relações e à impossibilidade de oferecer os serviços normais de proteção, quem desejasse ir a Cuba deveria obter passaportes especificamente endossados ​​pelo Departamento de Estado.

De acordo com o comunicado da época, pessoas cujas viagens pudessem ser consideradas "no melhor interesse dos Estados Unidos, como jornalistas ou comerciantes com interesses comerciais previamente estabelecidos, estavam isentas dessas regulamentações".

Seis décadas depois, outro republicano na Casa Branca, Donald Trump, limitou as trocas entre cidadãos americanos e cubanos o máximo que pôde.

Trump proibiu viagens turísticas à ilha, voos charter, cruzeiros, aviões e barcos particulares, e até fechou os chamados contatos pessoa-a-pessoa, em afronta ao direito do cidadão reconhecido na Constituição da União Americana.

Segundo dados oficiais, em 2019 e 2020, os Estados Unidos aplicaram 17 medidas coercitivas para evitar que norte-americanos e cubanos residentes naquele país voassem para a ilha.

Além disso, poucos dias após a entrega da Casa Branca, o presidente continua com a imposição de novas restrições econômicas e diplomáticas que, segundo especialistas, visam impedir uma eventual normalização das relações bilaterais.

De fato, o presidente eleito, Joe Biden, anunciou uma nova abordagem da política dos Estados Unidos em relação a Cuba, já que em mais de 60 anos a hostilidade iniciada com Eisenhower (bloqueio, invasão, terrorismo, coerção) não produziu os resultados esperados.

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