Luanda, 20 de Maio (Prensa Latina).— O apoio a Cuba é hoje manifestado a partir de Angola, onde membros de organizações solidárias expressaram a sua rejeição às agressões económicas e às ameaças de uma acção militar por parte dos Estados Unidos, e apelaram à paz.
“Cuba é um país humilde, tranquilo, que não se intromete na vida de ninguém, que apoia quem sofre. É um contrassenso que alguém esteja a preparar uma agressão armada para destruir ou ofender um país assim. É uma injustiça”, expressou à Prensa Latina o angolano José Zambambi.
Membro da Associação de Cadetes e Pré-cadetes Angolanos que estudaram em Cuba (ASSOPRECA), salientou que, como filho de Angola e também discípulo da nação caribenha, sente como próprias as agressões contra a ilha onde se formaram como homens.
O tenente-coronel Bonifacio Augusto, também membro da ASSOPRECA, esteve de acordo com ele, que afirmou com certeza estar ao lado do povo cubano e o exortou a continuar a sua luta por uma causa justa, pois aqueles que defendem a justiça sempre conquistam a vitória, uma vez que a razão está do seu lado.
“Como jovem angolano, a minha primeira posição é de solidariedade. Nada é maior do que a paz e todos os povos têm o direito a viver em paz, têm o direito a decidir o que é melhor para si próprios”, afirmou Lando Kiala, presidente da Rede Africana de Cooperação e Desenvolvimento.
Acrescentou que, como angolano, apoia Cuba, um povo irmão que ajudou o seu país durante a guerra e que actualmente continua a apoiá-lo através de várias iniciativas em conjunto com o governo, por exemplo, nas áreas académica e médica,
Enfatizou que as ameaças de uma acção militar geram uma situação preocupante e constituem uma violação do direito à soberania de um país. “O melhor caminho é o diálogo, é a conversa, é a resolução pacífica de conflitos; a guerra não é o caminho”, destacou Kiala.
Luisa Mateus, membro da Associação de ex-alunos angolanos que estudaram em Cuba, conhecidos como Caimaneros, lamentou a situação que a nação caribenha atravessa devido ao bloqueio económico norte-americano e às ameaças de agressão militar.
Lembrou que todo país é soberano e afirmou que Washington está a assumir posições e a agir com base nos critérios de um grupo de cubanos que se encontram fora do país e que não o conhecem realmente.
“É um estratagema dos Estados Unidos com o objectivo de tentar derrubar Cuba, mas não vão conseguir», garantiu.
“A solidariedade internacional com Cuba deveria ser muito mais forte, para que os Estados Unidos e o seu actual governo não cheguem a extremos; basta conversar, negociar, é assim que as nações se entendem, mas impor decisões aos outros pela força não é correto», considerou Zambambi, e acrescentou que a ilha não merece ser ameaçada com uma guerra.
Augusto expressou o seu desejo de que o governo de Angola preste ajuda ao povo da nação caribenha, “que nos momentos mais difíceis veio até aqui e deu a sua vida em defesa do nosso país. Todo o apoio que neste momento possamos dar a Cuba será pouco”, afirmou.
