No âmbito de um encontro de intercâmbio entre representantes da Embaixada de Cuba em Angola e jovens estudantes de Relações Internacionais, Direito e Ciências Políticas da Universidade Gregório Semedo, o embaixador de Cuba em Angola, Oscar León González, ofereceu declarações à cadeia televisiva TV Zimbo, nas quais condenou as medidas coercivas impostas pelo governo dos Estados Unidos contra a ilha e os seus efeitos sobre a população cubana.
Durante a entrevista, o diplomata afirmou que as sanções estadunidenses afetam de maneira directa a vida cotidiana do povo cubano, ao limitar o acesso a recursos, financiamento e suprimentos essenciais para o funcionamento de sectores vitais do país.
"O bloqueio e as medidas de asfixia económica impactam os hospitais, onde estão a morrer pessoas devido às dificuldades de acesso a medicamentos, insumos e tecnologias médicas; afectam as escolas, o transporte e, em geral, todos os âmbitos da vida da população cubana", ressaltou.
O embaixador salientou, além disso, que longe de se verificar uma flexibilização desta política, o governo estadunidense continuou a adoptar novas medidas restritivas. Nesse sentido, lembrou que em 1 e 7 de Maio foram anunciadas novas sanções contra Cuba, as quais, segundo expressou, respondem à mesma lógica de aumentar as pressões económicas e aumentar o sofrimento do povo cubano.
"Trata-se de medidas que perseguem o mesmo objectivo de sempre: causar maiores dificuldades económicas e sociais ao nosso país, afectando directamente as famílias cubanas", afirmou.
Em outro momento das suas declarações, o embaixador Oscar León González fez referência às recentes ameaças de agressão militar formuladas por sectores políticos dos Estados Unidos, reiterando a posição histórica de Cuba em defesa da sua soberania nacional.
O chefe da missão diplomática cubana enfatizou que o governo cubano não aceita nem aceitará negociações que impliquem questionamentos à independência, à soberania ou aos assuntos internos do país.
Igualmente, reafirmou a vocação pacífica da política externa cubana e a disposição de Havana para manter canais de comunicação com Washington.
"Cuba não busca a guerra; Cuba busca a paz. Sempre estivemos prontos para conversar com o governo dos Estados Unidos e, de facto, houve conversas entre os dois governos", expressou.
As declarações do embaixador tiveram lugar à margem do encontro académico realizado na Universidade Gregório Semedo, espaço que permitiu trocar impressões com jovens angolanos relativamente à história das relações entre Cuba e Angola, os desafios contemporâneos da política internacional e a importância da defesa dos princípios de soberania, autodeterminação e cooperação entre os povos.
A actividade fez parte das acções de aproximação da Embaixada de Cuba à juventude universitária angolana e reafirmou o compromisso de ambos os países com o fortalecimento dos históricos laços de amizade e solidariedade que unem Cuba e Angola.
