O presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos, Fernando González Llort, descreveu a figura de António Agostinho Neto como um homem de pensamento crítico, de carácter firme que sonhou e criou uma República soberana contra toda a ingerência de potências estrangeiras.
O funcionário cubano fez estas considerações durante uma cerimónia de homenagem ao fundador e primeiro Presidente de Angola, na qual foi depositada uma coroa de flores junto ao seu busto na Praça dos Heróis Africanos, na capital cubana.
Durante o seu emocionado discurso, Fernando Llort, recordou as palavras do Comandante-em-Chefe Fidel Castro, que considerou “Agostinho Neto um homem cujo nome ficará na história entre os líderes revolucionários que adquiriram grandes méritos entre os seus povos e o movimento revolucionário mundial”.
Para a embaixadora de Angola em Cuba, Maria Cândida Teixeira, Agostinho Neto deixou um legado de esperança e resistência para os angolanos, inspirando as gerações futuras na luta pelos seus direitos e na defesa dos valores da liberdade e da justiça.
“O seu ideal de unidade nacional e reconstrução continua a ser um guia para os desafios que Angola enfrenta, como a luta contra a pobreza, a desigualdade e a corrupção”, asseverou a embaixadora.
A diplomata disse ainda que, para além de ser o maior símbolo da liberdade e da luta pela autodeterminação, Agostinho Neto é também um símbolo e expoente da cultura angolana, que as novas gerações de angolanos devem conhecer, para que saibam como reforçar a identidade nacional e preservar a genuína idiossincrasia dos angolanos nos mais diversos domínios.
