Luanda, 10 de Janeiro (Prensa Latina) Cubanos, venezuelanos e angolanos reuniram-se hoje na embaixada da Venezuela em Angola para homenagear os mortos durante a agressão militar dos EUA contra a Venezuela em 3 de janeiro.
A embaixadora venezuelana, Belén Orsini, expressou sua gratidão pela solidariedade demonstrada nos últimos dias e pela presença dos participantes na singela homenagem dedicada àqueles que deram a vida em defesa de seu país, considerados por ela heróis e heroínas da pátria livre.
“O exemplo deles nos compromete a continuar defendendo a liberdade e a soberania”, afirmou a diplomata, explicando que os eventos de 3 de janeiro são o elo mais recente de uma longa cadeia de ações que visam impedir o sucesso do projeto bolivariano.
A diplomata lembrou que os Estados Unidos aplicaram todas as formas possíveis de agressão contra a Venezuela, desde medidas econômicas coercitivas e planos de assassinato até a fabricação de uma oposição e tentativas de boicotar as eleições, além de guerra psicológica e de comunicação, e o incentivo a ações violentas como as guarimbas (protestos de rua), entre outras.
Só faltaram uma invasão militar e o sequestro do chefe de Estado, afirmou Orsini, oferecendo uma mensagem de solidariedade às famílias dos falecidos e expressando “eterna gratidão ao heroico povo cubano por sua fraternidade e compromisso inabalável com a humanidade”.
Isso significava que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados, mas que milhões de pessoas de bem em todo o mundo os apoiavam e que o povo venezuelano lutaria por sua libertação e retorno ao país.
O embaixador cubano em Angola, Oscar León, também prestou homenagem aos 32 cidadãos cubanos que morreram em combate desigual ao confrontar aqueles que vieram violar a soberania venezuelana, bem como aos militares e civis desse país que perderam a vida na agressão. Ele citou as palavras do ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, que, durante as comemorações em Caracas, reafirmou o compromisso de ambas as nações de lutar e vencer juntas.
“As Revoluções Bolivariana e Chavista e a Revolução Cubana, em seus destinos compartilhados e luta comum, servirão de exemplo para a libertação dos povos da nossa América”, enfatizou, acrescentando que a nação caribenha continuará a defender a paz e a vida.
“Caminharemos juntos na história compartilhada de nossos povos, sabendo que o único destino será a vitória”, acrescentou.
Os presentes na homenagem assinaram um livro de condolências aberto na missão diplomática venezuelana em Luanda, que estará disponível para assinaturas na segunda e terça-feira, das 9h às 16h, horário local.
