O chanceler cubano denuncia o aumento do bloqueio em meio à pandemia.

Nações Unidas, 22 de junho - O chanceler cubano Bruno Rodríguez denunciou nesta terça-feira o endurecimento do bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra seu país durante a pandemia de Covid-19.

Em um tweet, o chanceler observou que o governo dos Estados Unidos decidiu manter sua política criminosa em meio à luta contra a doença, para a qual descreveu o cerco de Washington como um vírus.

Segundo as autoridades cubanas, o governo Donald Trump impôs 243 medidas coercivas unilaterais para sufocar a economia cubana, das quais 55 foram implementadas durante a emergência sanitária internacional.

Apesar da rejeição esmagadora da comunidade internacional e dos apelos das Nações Unidas para remover todas as disposições que limitam a capacidade dos Estados de lidar com a pandemia, o governo de Joe Biden está mantendo as medidas de Trump em vigor.

Em particular, durante o flagelo da Covid-19, a Casa Branca obstruiu deliberadamente a importação dos suprimentos necessários, conforme ilustrado pela recusa do Departamento de Transporte dos Estados Unidos a pedidos de algumas companhias aéreas de operar voos para Cuba com carga humanitária.

O relatório acrescenta que, devido ao aumento do bloqueio, as empresas alemãs Sartorius e Merck e Cytiva e outras fornecedoras de material de laboratório, reagentes e insumos interromperam seus embarques para Cuba em 2020.

No total, a ilha não teve acesso a 32 equipamentos e suprimentos relacionados à produção de suas vacinas candidatas contra Covid-19 ou à execução de etapas de estudos clínicos; entre esses equipamentos para purificação, tanques e cápsulas de filtração, tiomersal, bolsas e reagentes.

(Cubaminrex- RHC)

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