Não os recebemos com resignação e tristeza. Eles retornam com a bandeira. São uma nova luz que nos fortalece, nos compromete e nos inspira. A morte não vence aqueles que caem com fuzis em punho defendendo uma causa justa.
Milhares de cubanos se reuniram nas ruas de Havana desde as primeiras horas da manhã para homenagear os 32 heróis que sacrificaram suas vidas enfrentando a agressão dos Estados Unidos em 3 de janeiro, quando tentavam impedir o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.
O avião que transportava seus restos mortais de Caracas chegou ao amanhecer no Aeroporto Internacional José Martí, onde foi realizada a primeira homenagem póstuma com honras militares, liderada pelo general do Exército Raúl Castro Ruz e pelo presidente Díaz-Canel.
“Não os recebemos com resignação e tristeza. Eles retornam com a bandeira. São uma nova luz que nos fortalece, nos compromete e nos inspira”, expressou o Ministro do Interior, General Lázaro Alberto Álvarez, que enfatizou que o imperialismo pode falar de supremacia e armamentos sofisticados, mas “jamais poderá comprar a dignidade do povo cubano”.
Mais tarde, os restos mortais foram transferidos para a sede do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias (FAR), acompanhados por uma multidão que se reuniu na Avenida Rancho Boyeros para prestar homenagem.
Do lado de fora do Ministério, o clima é de reflexão e luto compartilhado. Lágrimas escorrem pelos rostos de muitos que aguardam para se despedir, em um ato que transcende o individual e se torna um símbolo da unidade nacional.
Os combatentes caídos representam a unidade histórica entre Cuba e Venezuela, fortalecida pelos comandantes Fidel Castro e Hugo Chávez, e seu sacrifício reafirma a vocação internacionalista da Revolução Cubana.
O governo cubano os promoveu postumamente a postos militares, em reconhecimento à sua dedicação e heroísmo, e enfatizou que seu exemplo ilumina o caminho da resistência contra as ameaças e a chantagem do governo Trump.
