A comunidade científica cubana trabalha hoje em uma terceira vacina candidata contra o COVID-19, a primeira que não é injetável e teria aplicação nasal.
Conforme noticiado nesta terça-feira pela Agência Prensa Latina (PL), o projeto desenvolvido pelo Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), tem como foco a imunização por via nasal desde o vírus SARS-CoV-2, causador do novo coronavírus , é respiratório e infecta a mucosa da nasofaringe.
O diretor de Pesquisa Biomédica do CIGB, Gerardo Guillén, explicou ao PL que a imunização por essa via favorece o desenvolvimento de uma resposta local, cujo objetivo é prevenir a doença, colonização e transmissão do patógeno.
Da mesma forma, ele explicou que a nova vacina candidata é baseada em uma proteína do vírus da hepatite B, produzida por engenharia genética recombinante em bactérias e leveduras na forma de partículas, cujas propriedades também potencializam o sistema imunológico.
Esta nova vacina contra COVID-19 utiliza, como as duas apresentadas pelo Instituto Finlay de Cuba, a plataforma de subunidades, baseada em proteínas específicas obtidas por métodos biotecnológicos.
O CIGB entregou esta semana a documentação para avaliação da referida vacina candidata contra o COVID-19, após sua análise ser aprovada pelo Centro de Controle Estadual de Medicamentos e Equipamentos Médicos, órgão regulador da ilha.
Cuba possui atualmente dois medicamentos contra o novo coronavírus em fase de ensaio clínico (Soberana 01 e Soberana 02) e espera-se que até o final de 2020 a comunidade científica registre uma quarta vacina candidata contra a pandemia.
Foi o que confirmou o presidente do grupo empresarial BioCubaFarma, Eduardo Martínez, que sublinhou que a estratégia traçada para ter vacinas nacionais contra a pandemia "vai bem" e que antes do final deste ano haverá quatro candidatos em ensaios clínicos.
«Em 2021 a nossa população estará imunizada contra este vírus. Os cubanos podem confiar em seus cientistas comprometidos com a Pátria ”, afirmou.
(CubaMINREX-Juventud Rebelde)
