Reiteram em Portugal agradecimento a Cuba por solidariedade com África

Reiteram em Portugal agradecimento a Cuba por solidariedade com África

Lisboa, 13 mar (Prensa Latina) O agradecimento da África à ajuda de Cuba para a sua total independência foi reafirmado hoje nas palavras de Danilo Salvaterra, de São Tomé e Príncipe, após um encontro com o herói da nação caribenha Antonio Guerrero.

Pelo apoio dos cubanos e do seu líder histórico, Fidel Castro, o nosso continente é livre, salientou Salvaterra em diálogo com Prensa Latina no stand da maior das Antilhas na Bolsa de Turismo de Lisboa, na que participa Guerrero como presidente da agência de viagens San Cristóbal.

Segundo o entrevistado, resulta eterna a dívida de gratidão dos africanos para com a ilha antilhana, cuja posição foi determinante para a libertação de Angola, o surgimento da República de Namíbia e o fim do segregacionista regime do apartheid na África do Sul no último quarto do século XX.

Se calhar são muito poucos os países da África carentes de jovens formados em Cuba, como médicos, professores, engenheiros ou em outras profissões, afirmou Salvaterra, que estudou em um politécnico de Eletrónica em Havana, de 1979 a 1983.

Cheguei a Cuba com 14 anos de idade e voltei a ela quatro décadas depois para encontrar velhas amizades e fazer outras novas, rememorou o agora residente em Portugal e consultor de negócios.

Nessa viagem de 2023 estive 15 dias em Santiago de Cuba e fiquei apaixonado por esse território e pela sua gente, conheci um idoso de 99 anos de idade e posteriormente colaborei com os familiares na celebração do centenário dele, acrescentou.

Também manifestou que atualmente trabalha em um projeto para levar turistas a Cuba de qualquer parte do mundo; porém, adicionou, focamo-nos de maneira especial nos portugueses.

Visivelmente emocionado, contou que durante a estadia em Santiago visitou o cemitério de Santa Efigenia, onde prestou homenagem a Fidel Castro e a outros “tantos combatentes pela independência cubana, como o Herói Nacional, José Martí”.

Também, comentou, fui ao santuário de El Cobre e pedi proteção à virgem da Caridade (padroeira de Cuba segundo a Igreja Católica) para mim, para os meus amigos e para todos os cubanos.

Por outra parte, Salvaterra manifestou que se vinculou ao reclamo do mundo pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos (1998-2014) como se fosse a sua própria causa, visto que “sempre soube que eram inocentes das acusações norte-americanas”.

Aquele foi um momento extraordinário, não podia ficar indiferente perante a injustiça e escrevi cartas ao então presidente George W. Bush a exigir a libertação de Antonio Guerrero, Gerardo Hernández, Fernando González, Ramón Labañino e René González, frisou.

Sublinhou que conhece Gerardo, graças a uma visita do igualmente herói cubano a Lisboa, e Antonio, “há apenas uns minutos”, e algum dia, antecipou, reunir.me-ei com “os outros três irmãos”.

Sempre defenderei Cuba, reiterou Salvaterra antes de estreitar a mão do repórter como outro gesto, talvez, da amizade entre África e o país caribenho, incansável na hora de ser solidário.

(Prensa Latina)

Categoría
Eventos
Solidaridad
RSS Minrex