Realizou-se uma emotiva cerimónia solene em Luanda, no passado dia 2 de Outubro, para dar início ao processo de repatriamento para a África do Sul dos restos mortais de combatentes do Congresso Nacional Africano (ANC, em inglês) que morreram em Angola.
Representantes dos governos angolano e sul-africano, familiares dos falecidos, membros do Corpo Diplomático acreditado em Angola, representantes religiosos, ex-combatentes do ANC e outros convidados estiveram presentes no evento.
Entre os oradores do evento interveio o embaixador de Cuba, Oscar León González, que em representação da maior das Antilhas e em resposta ao convite dos organizadores destacou a longa luta do povo sul-africano contra o regime racista como um dos exemplos mais relevantes de combatividade, coragem e persistência do século XX.
Igualmente, ressaltou o imenso privilégio da Revolução Cubana de ter mantido vínculos internacionalistas e solidários com vários dos quadros do ANC, e poder contribuir para seus propósitos de libertação.
Destacou igualmente o impacto decisivo da Batalha de Cuito Cuanavale para a paz e a consolidação da soberania de Angola, a independência da Namíbia e o fim do regime do Apartheid. Neste sentido, o representante diplomático cubano recordou as palavras do ex-presidente Nelson Mandela, durante o ato pela efeméride de 26 de julho, em 1991, na Província de Pinar del Río, quando disse: "Cuito Cuanavale foi um marco na história da luta pela libertação da África Austral!".
O próprio companheiro Nelson Mandela recordou várias vezes a ajuda que Cuba prestou à luta do ANC através de treinamento militar e apoio material.
A entrega dos restos mortais de combatentes do ANC aos seus familiares faz parte de um projeto conjunto entre Angola e África do Sul.
