A solidariedade internacionalista cubana e o criminoso bloqueio imperialista. Vitória, 08 de abril de 2020

A cultura de um povo é sua alma,  é como a impressão digital de uma pessoa, capaz de identificá-la dentre  os bilhões de habitantes do planeta.

A cultura cubana, forjada ao longo de uma história gloriosa de resistência e autoafirmação diante  da opressão colonial e imperialista, primeiro resistindo e depois derrotando o opressor com a vitória da revolução em 1959, gerou no seio do povo um profundo e amplo sentimento de solidariedade que amalgamou o caráter daquela sociedade, dando significado à prevalência do coletivo  diante do individual, do amor diante do egoísmo, dá “pátria minha” diante da tentativa de inoculação de valores culturais de pátrias alheias, do essencial diante do supérfluo.

Mas esse sentimento solidário quase que inato, não coube nas fronteiras da pátria de José Marti se expandindo para todo o planeta, chegando a todos os quatro continentes, onde exista um povo, uma nação, um país precisando de apoio, especialmente na assistência à saúde humana após desastres naturais ou durante epidemias ou ainda, simplesmente reforçando o  contingente de profissionais de saúde em países com deficit para esse tipo de serviço. 

O marco da solidariedade internacionalista  cubana teve início na Argélia, em 23 de maio de 1963,  apenas cinco anos após a vitória da revolução. Teve inicio ali o o processo de globalização da solidariedade. A primeira  brigada oficial de solidariedade foi composta por 29 médicos, 14 enfermeiros e 7 técnicos de saúde.

Sete anos depois, Cuba envia uma brigada formada por médicos e agentes sanitários ao Peru, após um terrível terremoto que atingiu aquele país, causando  mais de 80 mil mortos. Ressalte-se que na época o Peru não mantinha relações diplomáticas com Cuba.

Desde  então as brigadas de saúde  participaram de ajuda humanitária em dezenas de países após catástrofes naturais, epidemias e outras tragédias que se abateram e se abatem sobre populações dos quatro continentes do planeta.

Em episódios mais recentes tiveram atuação fundamental no socorro e assistência às vitimas do terremoto que destruiu o Haiti, no Paquistão, no México, na  Indonésia, na luta contra o Ebola na África entre muitos outros exemplos.

No exato momento em que estas linhas são escritas, brigadistas cubanos estão espalhados por diversos países reforçando as ações governamentais locais no combate à Covid-19. Destaca-se a  participação de 52 médicos e enfermeiros cubanos que estão na Lombardia, o epicentro da Covid-19 na Itália.

“Estamos com medo, mas temos uma missão revolucionária a cumprir, então pegamos esse medo  e colocamos de lado. Quem fala que não tem medo é um super herói. Mas nós não somos super heróis, somos médicos revolucionários”, disse à agência Reuters, Leonardo Fernandez, de 68 anos, médico especialista em cuidado intensivo, a caminho da Itália.

A  solidariedade cubana  não conhece fronteiras  geográficas e ideológicas. Onde for preciso a solidariedade internacionalista, cuba estará presente; onde ninguém mais quer estar, pelos riscos evidentes e iminentes, lá estarão os brigadistas cubanos.

No próximo dia 23 de maio completarão 57 anos desde que  a primeira brigada de saúde cubana aportou na Argélia. Desde  então mais de 400 mil trabalhadoras e trabalhadores cubanos da área de saúde se espalharam pelo mundo em missões humanitárias. Foram cerca de  100 milhões de pessoas atendidas e 1 milhão de vidas salvas.

Nem mesmo o infame e criminoso bloqueio econômico, comercial e financeiro promovido pelo imperialismo estadunidense e que já dura 60 anos, é capaz de  conter a determinação dos cubanos e seu governo revolucionário de continuar sua jornada humanitária pelo mundo afora. 

Mas se já achávamos que os governos estadunidenses haviam atingido o limite  de sua insensatez ao longo dos 60 anos de bloqueio, nos enganamos. Agora as criminosas ações perpetradas sob as ordens  do presidente Trump se expandem para atingir a missões humanitárias promovidas por Cuba em diversos países. 

É  quase  inacreditável que nessa dramática quadra  da história da humanidade, onde o mundo enfrente a terrível pandemia provocada pela  Covid-19, os EUA pressionem países a rechaçar a ajuda humanitária cubana.

O acirramento  do bloqueio torna  as condições internas de  Cuba muito mais difíceis, mas a revolução não se dobra e segue desenvolvendo  todos os esforços internos para conter o avanço da Covid-19, ao mesmo tempo em que mantem sua determinação de  continuar prestando cooperação a outros povos do mundo que requisitarem.

A Associação Cultural José Marti no Espírito Santo condena  mais uma vez o criminoso bloqueio estadunidense sobre Cuba. 

O que o governo Trump está promovendo, com o objetivo de aumentar o sofrimento do povo cubano, na vã tentativa de atingir a confiança no governo revolucionário, passa a atingir outros  povos e, por isso, atinge a categoria de crime de lesa humanidade. 

Viva a revolução cubana!

Viva o socialismo!        

Viva a solidariedade internacionalista!

Venceremos!

Associação Cultural José Marti no Espírito Santo - ACJM/ES

 

 

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