Um monumento à amizade entre Angola e Cuba

Nas ruas da província do Huambo ergue-se um monumento que perpetua a amizade entre os povos de Angola e Cuba. Localizado na área central de um parque, a sua estrutura inspira-se no iate Granma, a embarcação que transportou os 82 expedicionários para Cuba, sob a liderança de Fidel Castro Ruz, no ano de 1956, com o objectivo de reiniciar a luta pela Revolução. O projecto é composto por 14 colunas que remetem às províncias cubanas, cujo número era idêntico à altura da sua inauguração, em 1991.

As bandeiras de Cuba e de Angola estão expostas na proa da simulação do iate, sobre um fundo branco, cor que predomina no design do monumento. Os topos das 14 colunas estão pintados de preto, em sinal de luto pelos 2.077 internacionalistas cubanos que perderam a sua vida durante os quase 16 anos que durou a Operação Carlota, nome de código da mais longa epopeia internacionalista cubana da história.

Até esse monumento deslocaram-se a delegação presidida pelo Embaixador de Cuba e representantes de antigos estudantes angolanos formados na Maior das Antilhas, mais conhecidos como “Caimaneros”, para prestar homenagem aos combatentes das FAPLA e aos internacionalistas cubanos que, juntos, enfrentaram a agressão dos racistas do regime do Apartheid, em defesa da independência e da integridade territorial de Angola.

O líder dos “Caimaneros” presentes, o Sr. Ferreira Vicente, recordou que a inauguração do monumento Parque da Amizade Cuba-Angola coincidiu com o ano da partida do último contingente da missão militar cubana no país africano (1991), após a assinatura dos Acordos de Paz em Nova Iorque. São precisamente eles que cuidam com esmero do local e garantiram aos representantes de Cuba que continuarão a fazê-lo, com o objectivo de divulgar a história de amizade entre os dois países.

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