Volta primeiro grupo da brigada médica Henry Reeve que enfrentou a Covid-19 na África do Sul

Treze meses de intenso trabalho face a face com a Covid-19, dois períodos de grandes surtos de pandemia, hospitais em plena capacidade, mortes, horas extras às vezes, dificuldade de comunicação com a população através dos dialetos, além da saudade do afastamento da pátria e família, não constituiu obstáculo ao bom desempenho da brigada médica do Contingente Henry Reeve, que por mais de um ano colaborou na África do Sul no confronto com o SARS-CoV-2.

«A brigada estava totalmente integrada e soube superar todas essas dificuldades, e os sul-africanos estão muito gratos», disse o doutor Ernesto Ramírez Leyva, especialista em Bioestatística da província de Ciego de Ávila e chefe do grupo dos 20 colaboradores que regressaram a Cuba no sábado, 15 de maio, e que foi recebido, à sua chegada, pelo primeiro secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, que, mediante uma mensagem de vídeo, lhes deu as boas-vindas ao país «com toda a satisfação» e reconheceu o intenso trabalho e os resultados obtidos durante a estada no continente africano.

Essa formação, composta por 10 médicos e 10 licenciados, faz parte da brigada que partiu para a África do Sul em abril de 2020, composta por 184 profissionais de saúde; os outros 164 continuam trabalhando naquela nação.

Ao chegar à África do Sul, os cubanos se instalaram nas províncias de Eastern Cape, KwaZulu-Natal, North West, Gauteng, Mpumalanga e Western Cape, onde trabalhavam vinculados ao Departamento Nacional de Saúde, desempenhando tarefas como atendimento aos pacientes na Zona Vermelha e Centros de Isolamento, amostragem para PCR, além da formação de profissionais nacionais, apoio na coordenação e planejamento, análise de dados e gestão da informação.

Como resultado dessas funções atribuídas, eles cuidaram de 239.411 pacientes, realizaram 40.391 procedimentos de enfermagem e 1.215 intervenções cirúrgicas e salvaram 1.423 vidas.

Outra conquista dos profissionais cubanos naquele país é que um total de 3.174 computadores foram recuperados, reparados, instalados, montados e mantidos pelos eletricistas da Ilha.

Apesar de ter sido um trabalho forte desde o primeiro dia, com atendimento direto aos pacientes com sorologia positiva para o vírus SARS-CoV-2, os cubanos receberam a gratidão do povo sul-africano pela constância, dedicação e humanismo.

Aliás, Diego Hernández Ariosa, graduado em Eletromedicina de Sancti Spíritus e integrante do grupo que chegou este sábado, destacou que na chegada à África do Sul os especialistas deste ramo foram encarregados de consertar um grande número de equipamentos médicos necessários para o confronto à Covid-19 que estavam nas oficinas com problemas técnicos, conseguindo colocar em funcionamento mais de mil aparelhos, entre os quais os ventiladores pulmonares, essenciais para cuidados intensivos.

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