Desde Portugal participa diretor de Avante em Foro Nova Operação Verdade organizado em Cuba.

Desde Portugal participa diretor de Avante em Foro Nova Operação Verdade organizado em Cuba.

O diretor do Jornal Avante, do Partido Comunista Português (PCP) Manuel Rodrigues, participou no Foro Nova Operação Verdade, que se realizou de 20 a 24 de janeiro em Cuba.

 

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez se dirigiu aos participantes no foro e colocou ênfase na relevância dos projetos mediáticos alternativos que desafiam os ditames hegemónicos de Ocidente.

O mandatário cubano agradeceu a presença de mais de 60 participantes de mais de 30 nações nesta jornada inaugural, organizada pela reconhecida Agência Informativa Latino-americana Prensa Latina.

Díaz-Canel salientou a importância deste foro, que retoma a original Operação Verdade levada a cabo em 1959 pelo líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, com o objetivo de desmentir as campanhas da média em contra do projeto social emergente. Também, sublinhou que o evento é convocado pela prestigiosa Agência Prensa Latina, que tem apoiado o governo cubano durante 65 anos.

O presidente cubano afirmou que os projetos das médias alternativas representam um desafio em tempos de terrorismo mediático e difamação. Outrossim, destacou a necessidade de uma comunicação política mais efetiva para que tanto o povo cubano quanto o mundo entendam as transformações socioeconómicas que estão a ser implementadas no país, na procura de uma sociedade mais próspera e justa.

Salientou que lá onde houver um projeto de comunicação alternativo contra a hegemonia, há uma Operação Verdade, e, nesse ponto, frisou a importância desses esforços para expor os prejuízos do bloqueio que EUA impõe a Cuba, e também para denunciar outras políticas punitivas como a inclusão da ilha em uma lista que a qualifica de patrocinador do terrorismo.

O dignatário também salientou o trabalho da rede via satélite pan-árabe Al Mayadeen, que informa com prontidão e objetividade sobre o genocídio que o exército israelita comete contra o povo palestiniano. A Conferência Internacional Nova Operação Verdade, converteu-se numa tribuna para a defesa dos direitos dos povos que resistem, reconheceram os participantes.

O evento reúne dezenas de profissionais da informação de mais de 30 países, quem advogam por modelos comunicativos contra-hegemónicos capazes de visibilizar as maiorias historicamente subjugadas. Durante a primeira jornada, celebrada no Hotel Royalton Havana, o presidente Díaz-Canel qualificou a celebração do evento como excelente, visto que assinala o aniversário 65 das jornadas que em janeiro de 1959 difundiram a realidade da nascente Revolução Cubana.

O mandatário cubano concluiu destacando a valentia dos jornalistas que trabalham em Palestina, quem divulgam para o mundo os abusos do exército israelita contra o povo da Faixa de Gaza. Pela sua vez, o presidente do Conselho Diretivo da Rede Informativa Al-Mayadeen, Ghassan Ben Jeddou, assinalou que a humanidade está a levar a cabo uma das batalhas mais duras pela libertação face à injustiça, o racismo e a ocupação brutal.

Neste contexto, o presidente da Agência Informativa Prensa Latina, Luis Enrique González, sublinhou que a conferência procura a promoção do intercâmbio sobre o jornalismo mundial. Cientes dos riscos associados ao mal uso das redes sociais digitais e da Inteligência Artificial, González colocou ênfase na importância de neutralizá-los desde o trabalho diário e o exercício jornalístico digno.

O foro procura ser uma oportunidade para promover uma informação que se aproxime cada vez mais à realidade vivida, que seja inclusiva e humanista, e que não se limite aos monopólios mediáticos, concluiu González, recordando o nascimento de Prensa Latina três meses depois da Operação Verdade, tornando-se no primeiro e mais importante meio alternativo da região até à atualidade.

“O valor de Prensa Latina está indissoluvelmente ligado a essa necessidade de falar com voz própria, como pioneiro e escola da luta desde o Sul Global, contra a desinformação, a manipulação e as notícias falsas”, disse González.

(Embacuba Portugal com informação de Cubadebate, Prensa Latina e SPS).

Prensa Latina y SPS)

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