Genebra, 23 de fevereiro de 2026
O Grupo de Amigos em Defesa da Carta das Nações Unidas, por ocasião da sua Reunião de Alto Nível celebrada hoje 23 de fevereiro de 2026 em Genebra, Suíça, acordou a seguinte Declaração de solidariedade com Cuba e rejeição à escalada do criminoso cerco económico imposto pelo governo dos Estados Unidos contra essa nação irmã.
Condenamos energicamente as medidas coercivas unilaterais extremas impostas pelo governo dos Estados Unidos da América, destinadas a endurecer ainda mais o criminoso e ilegal bloqueio económico, comercial e financeiro imposto contra a República de Cuba, incluídas as inaceitáveis ações encaminhadas a impedir o fornecimento de combustível ao país.
Rejeitamos categoricamente a intenção declarada do governo dos E.U.A. de impor taxas aos produtos procedentes de países que, no exercício legítimo da sua soberania, vendam ou forneçam petróleo à República de Cuba. Para justificar uma ação tão extrema, o governo dos Estados Unidos utiliza como pretexto uma lista extensa de acusações difamatórias, incluída a absurda asseveração de que a República de Cuba constitui uma ameaça “inusual e extraordinária” para a sua segurança nacional. Cuba não constitui ameaça alguma para os Estados Unidos nem para nenhum outro país do mundo.
A atual escalada, desmedida e brutal, tem o evidente propósito de agravar, de maneira deliberada, as condições de vida da população, infligir sofrimento adicional a milhões de cubanos e cubanas, e asfixiar a economia nacional, privando o povo cubano de recursos essenciais, incluídos os fornecimentos de energia vitais para a atividade económica e o bem-estar social.
Salientamos que o uso da chantagem, da intimidação e da coação económica para obrigar outros Estados a cumprir políticas unilaterais, mediante a ameaça ou a imposição de taxas arbitrárias e abusivas, constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, do Direito Internacional e das normas do livre comércio. Adicionalmente, tais práticas são contrárias aos princípios de igualdade soberana, não intervenção nos assuntos internos dos Estados e do direito dos povos à livre determinação.
Reconhecemos e saudamos a trajetória histórica de Cuba, que tem demonstrado a sua vocação permanente a favor da paz, do multilateralismo, da solidariedade e da cooperação entre os povos e o respeito estrito à Carta da ONU e das normas do Direito Internacional. Rejeitamos a injustificável inclusão de Cuba na arbitrária e unilateral lista de países alegadamente patrocinadores do terrorismo e demandamos a sua exclusão imediata.
Fazemos um apelo à comunidade internacional a rejeitar firmemente este novo, injusto e cruel ato de agressão contra Cuba. Demandamos o cumprimento das 33 resoluções aprovadas pela Assembleia-Geral das Nações Unidas sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos contra a República de Cuba, que constitui o principal obstáculo para o pleno desenvolvimento dessa nação irmã.
Reafirmamos o nosso firme apoio e inquebrantável solidariedade com o povo e o governo da República de Cuba e defendemos o seu direito soberano a construir um futuro próprio, sem ingerência estrangeira. Cuba tem direito a viver em paz e sem bloqueio.
(Cubaminrex)
