A exposição intitulada “Angola 75” está a ser apresentada no conhecido Palácio de Ferro, em Luanda, e é exibida como uma poderosa expressão gráfica da independência de Angola, reunindo uma valiosa coleção de cartazes, livros, pinturas e selos que refletem um dos períodos mais relevantes da história contemporânea do país. A mostra foi organizada a partir do acervo documentário angolano pelos artistas José Julião e Jereth Santos, que conseguiram articular um percurso visual e simbólico entre os anos de 1960 e 1979.
Durante este período, marcado por intensos processos políticos, sociais e culturais, a produção artística desempenhou um papel fundamental na construção da identidade nacional. A exposição destacou o trabalho de artistas, escritores, designers gráficos e editores angolanos, cujas obras não só acompanharam o processo de independência, como também contribuíram para a consolidação de um imaginário colectivo de resistência e afirmação cultural.
Em representação do ministro da Cultura, Filipe de Pina Zau, interveio a secretária de Estado, Maria da Piedade de Jesus, que sublinhou a relevância da exposição, afirmando que não se trata apenas de uma mostra artística, mas também de uma parte essencial da memória nacional. Nas suas palavras, a exposição reflete a resistência do povo angolano e constitui um espaço de encontro com as raízes históricas e culturais com as quais cada cidadão deve identificar-se.
Na inauguração da exposição esteve presente a Embaixada de Cuba, representada pelo conselheiro de Imprensa e Cultura, Jorge Trujillo, o que evidenciou os laços históricos e culturais entre ambas as nações.
Angola75 consolida-se assim como uma iniciativa que transcende o estético para se tornar um testemunho vivo da luta, da criatividade e da identidade de um povo em busca da sua soberania.
